Segundos antes do anúncio oficial da votação que rejeitou o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, um detalhe expôs o clima no plenário. Com o microfone aberto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sussurrou ao líder do governo, Jaques Wagner:
“Eu acho que vai perder por 8”.
O resultado veio na sequência, e confirmou a previsão.
Mais do que um comentário
A frase revelou que o desfecho já estava desenhado antes da votação oficial, indicando que a articulação política não conseguiu reverter o cenário.
Em votações secretas, como a indicação ao STF, o placar costuma ser imprevisível.
Mas, neste caso, o bastidor falou antes do plenário.
Uma derrota que vai além do nome
A rejeição de Jorge Messias representa também um revés político para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Nome de confiança do governo e peça central na estratégia jurídica do Planalto, Messias não conseguiu alcançar os 41 votos necessários.
O placar de 42 votos contrários evidencia a dificuldade de articulação em um tema que exige maioria absoluta.
O que acontece agora
Com a rejeição, o processo volta ao início.
Cabe ao presidente da República indicar um novo nome para o STF, que deverá passar novamente por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e votação no plenário do Senado.
A tendência, nos bastidores, é de mudança de estratégia, com a busca por um perfil com maior aceitação entre os senadores.
Quando o bastidor fala mais alto
Mais do que o resultado em si, o episódio evidencia como o processo de indicação ao STF passa, necessariamente, por construção política. E, desta vez, ela não se sustentou.
No fim, a votação apenas confirmou o que já se sabia, mesmo antes de ser anunciado.






