Trocam os partidos, trocam os discursos, trocam os slogans de campanha… mas a farra com dinheiro público continua rigorosamente a mesma.
O deputado Pepê Collaço parece ter aprendido direitinho o truque do “espalhamento” das diárias. No gabinete dele aparecem “só” R$ 96 mil. Aí, quando vai olhar o resto, descobre mais R$ 260 mil pingando em outros gabinetes. Quase uma mágica contábil.
No papel fica bonito. Na prática, o contribuinte continua pagando a conta do mesmo jeito.
E quando não torram pesado em passagens, entram em cena os sempre criativos reembolsos e alugueis.
“Escritório de apoio”, “divulgação da atividade parlamentar”, “consultoria”, “locação de imóvel”…
O cardápio muda de nome, mas o objetivo continua sendo o mesmo: transformar verba pública em despesa permanente.
E claro, não poderia faltar a clássica indenização pelo uso do próprio veículo. Porque aparentemente político sem reembolso de carro perde a dignidade institucional.
No fim, tudo segue exatamente como sempre foi.
Segue tudo dantes no quartel de Abrantes.
A diferença entre muitos deles é basicamente o adesivo do partido na porta.
De resto, o “uso” do dinheiro público continua funcionando em perfeita harmonia.
Pepê Collaço (gabinete)
01/02/2023 – 31/03/2026
Total de gastos: R$ 1.602.474,12
Detalhamento:
– Diárias: R$ 736.870,63
– Veículo: R$ 335.853,14
– Passagens: R$ 74.555,63
– Reembolso/aluguel: R$ 411.693,71
– Outros itens (7): R$ 43.501,01
Diárias do deputado:
– 93,5 diárias (gabinete): R$ 96.264,00
– 194,5 diárias (em outros gabinetes): R$ 260.375,21
– Total: 288 diárias — R$ 356.639,21
– Diárias nacionais: 260,5 — R$ 265.179,50
– Internacionais: 27,5 — R$ 91.459,71
– Total geral (gabinete + diárias em outros gabinetes): R$ 1.862.849,33
Números de todos os deputados – CLIQUE AQUI
Esta é mais uma análise dentro do levantamento completo sobre os gastos dos deputados estaduais de Santa Catarina, conduzido pelo colunista Antônio Carlos Pille a partir de dados públicos do Portal da Transparência da Alesc. A proposta é clara: apresentar, um a um, os números dos 40 deputados, organizando informações que estavam dispersas e trazendo uma leitura crítica sobre o uso dos recursos públicos.









