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Opinião se discute. Dados, não.

Minha opinião não é para te convencer a mudar a sua ou a de qualquer outra pessoa. 
Opinião se discute, dados não. 

Nunca foi sobre pautas.
Foi, e sempre foi, sobre ego, vaidade e palco.

Projetos?
Claro… os seus.

Pesquisas?
Óbvio… as de popularidade. A sua.

Coletividade?
Sim… seu gabinete bem alimentado.

O bem da sociedade?
Sem dúvida… da sua sociedade familiar.

Maior líder intelectual de SC? Pode até ser… até abrirem a planilha.

A única mulher de direita em SC? Aí já é roteiro de ficção.

Agora, saindo da narrativa e entrando nos números… aqueles que não fazem discurso:

  • 342,5 diárias: R$ 527 mil
  • R$ 306 mil de “indenização” por uso de veículo próprio — esse carro já pode pedir tombamento histórico
  • R$ 130 mil de reembolso por gastos com “mídia/projetos/aluguel” — quase 1 milhão limpo. Sem emoção, sem imposto, só gratidão

E o bônus track:

Um assessor, lotado em outro gabinete, mas em dedicação exclusiva:

  • R$ 298 mil em diárias
  • 386 diárias em “reuniões com lideranças/visitas a entidades/representação de parlamentar/eventos oficiais”.

Basicamente um mochilão institucional patrocinado.
Mas calma… tem o clássico: Quase 1,3 milhão em salários

Porque isso, curiosamente, ninguém questiona. Salário pode. O resto… silêncio.

E o trabalho em plenário?
– 381 sessões
– 222 presenças
– 159 ausências

Mas deve ser porque estava “trabalhando muito” … longe dali, claro.
E ainda vendem o pacote completo:
Zelo com dinheiro público.
Transparência.
Compromisso.
Compra quem quer.

Porque isso aqui não tem cara de prioridade pública.
Tem cara de investimento pessoal.
Tem cara de carreira turbinada com dinheiro público.

De ego inflado com verba oficial.
De vaidade bancada no débito, crédito e pix, do contribuinte.

Uma engrenagem inteira girando para manter: Nome em evidência, agenda lotada, palestra faturando e livro circulando.

Tudo muito coerente…
Com quem paga a conta.

Enquanto isso, do outro lado: Segurança garantida, vida confortável, plano de saúde pago.
E o cidadão?
Esse que lute.

Agora o detalhe que estraga qualquer narrativa bonita: Isso tudo não é em 10 anos.
Nem em 15. É em 3 anos e 3 meses. Três. Anos. E. Três. Meses.

Mas claro…

É coincidência. Ou, melhor ainda: “Perseguição”.

No fim, não é sobre convencer ninguém.
É sobre uma escolha simples: acreditar no discurso… ou olhar os números.

Porque número não milita. Número mostra. E o que está mostrando aqui não é prioridade pública.
É outra coisa.

Vou reproduzir duas falas de dois politicos:
“Não tem nesse país, uma viva alma mais HONESTA do que eu”
“Sei que vc conhece o meu trabalho, deputada conservadora, ÚNICA mulher de direita em Santa Catarina”.

As duas falas mostram o que está intrínseco no caráter dessas duas pessoas.
Prepotência e arrogância.

Opinião se discute, dados não.

ANA CAMPAGNOLO (Gabinete) – Período: 01/01/2023 a 31/03/2026
Total de gastos: R$ 1.830.903,96
Detalhamento:
Diárias (1.305,5): R$ 1.062.934,16
Veículo: R$ 306.334,10
Passagens: R$ 286.387,95
Reembolsos/aluguéis: R$ 130.169,93
Demais itens (7): R$ 45.077,82

Diárias da deputada — um capítulo à parte

Uso direto do gabinete:
146,5 diárias → R$ 218.587,50
Uso em outros gabinetes:
196 diárias → R$ 308.623,90
Total: R$ 527.211,40

Origem das diárias:
271,5 nacionais → R$ 283.000,00
71 internacionais → R$ 244.211,40

Agora o dado que chama atenção
Somando tudo:
R$ 2.139.527,86
E ainda:
R$ 152.952,30
(221,5 diárias de um único assessor, retiradas em outros gabinetes)

Total final: R$ 2.292.480,16 – duas medalhas de ouro e uma de prata
1⁰ lugar no total geral
1⁰ lugar nos gastos desenfreados dos gabinetes dos deputados em valores nas diárias.

2⁰ lugar em número de diárias utilizadas (gabinete + outros gabinetes)
5⁰ lugar em número de diárias utilizadas por ela.

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