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Cinco nomes, três blocos e um jogo aberto: como se desenha a disputa pelo governo de SC

A disputa pelo governo de Santa Catarina em 2026 começa a ganhar forma, mas ainda está longe de estar definida. Até agora, cinco nomes se colocam como pré-candidatos: Gelson Merísio (PSB), João Rodrigues (PSD), Jorginho Mello (PL), Marcelo Brigadeiro (Missão) e Ralf Zimmer (PRD).

Mais do que nomes, o que começa a definir o cenário são as alianças e o tamanho de cada bloco político.

Jorginho larga na frente

O atual governador, Jorginho Mello, entra na disputa pela reeleição como favorito.

Levantamentos recentes mostram o governador com ampla vantagem sobre os adversários, com cerca de 57% das intenções de voto, contra pouco mais de 16% do segundo colocado.

A estratégia do Partido Liberal (PL) é clara: manter uma base ideologicamente alinhada à direita, com apoio de partidos como Novo e setores do Republicanos, apostando mais na identidade do que na amplitude.

João Rodrigues cresce com alianças e com a ruptura de Amin

Do outro lado, João Rodrigues tenta reduzir a diferença com uma estratégia baseada em articulação política.

A principal virada no cenário veio com o apoio do senador Esperidião Amin, uma das figuras mais tradicionais da política catarinense.

Até o início de março, Amin era aliado do governador Jorginho Mello. A ruptura aconteceu após o senador ser preterido na composição da chapa majoritária para o Senado.

Com a decisão do PL de lançar nomes como Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro, Amin ficou sem espaço na construção da reeleição e optou por migrar para o grupo de João Rodrigues.

Esquerda tenta reorganização

No campo da esquerda, a estratégia também passa pela união.

A pré-candidatura de Gelson Merísio conta com apoio de partidos como PT, PDT e PSOL, em uma tentativa de formar um bloco competitivo em um estado historicamente conservador.

Mesmo com essa articulação, o desafio é estrutural: Santa Catarina nunca foi governada por partidos de esquerda, e esse histórico ainda pesa no cenário eleitoral.

Novos nomes tentam espaço

Fora dos blocos principais, aparecem candidaturas como a de Marcelo Brigadeiro, pelo partido Missão, e Ralf Zimmer, pela federação PRD/Solidariedade.

São candidaturas que buscam espaço fora das estruturas tradicionais, mas ainda com menor densidade eleitoral.

O que muda com essa movimentação

A entrada de Amin no grupo de João Rodrigues altera o equilíbrio da disputa.

Se antes o governador liderava com folga diante de adversários fragmentados, agora passa a enfrentar um bloco mais estruturado politicamente.

Ainda assim, a vantagem nas pesquisas mantém Jorginho em posição confortável, pelo menos neste momento.

O que está em jogo

A eleição de 2026 em Santa Catarina começa a se desenhar em três frentes:

  • um bloco de direita mais ideológico, liderado por Jorginho
  • uma frente de centro-direita agora com Amin ao lado de João Rodrigues
  • e uma tentativa de reorganização da esquerda

E, neste momento, o cenário mostra duas verdades ao mesmo tempo: Jorginho lidera.
E a disputa começa a ganhar forma.

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