Home / Colunistas / OPINIÃO – Renúncia, dados e julgamento

OPINIÃO – Renúncia, dados e julgamento

Por ANTÔNIO CARLOS PILLE

A renúncia de Edilson Massocco ao mandato de prefeito não foi surpresa. Sempre esteve presente nas especulações e nas conversas quando o assunto era política.

Um governo de 1 ano e 3 meses que fez por mais de 8 anos de governos anteriores. Vamos a alguns fatos e dados que muitos da imprensa tradicional tentam minimizar ou até desconsiderar:

  • 106 asfaltos em andamento
  • 11 trechos de asfalto rural
  • 3 unidades de saúde sendo construídas
  • Aquisição da maior frota de máquinas da história de Concórdia, no valor de 25 milhões de reais (100 implementos agrícolas)
  • Redução da passagem urbana de quase R$ 6,00 para R$ 1,50
  • Policlínica trabalhando até às 22 horas
  • Alvarás ( 2.500) quase todos resolvidos
  • R$ 160 milhões provenientes de recursos externos (governo/emendas)

Sobre a duplicação da Tancredo Neves: quando assumiu, estava cerca de 50% realizada, isso em 3 anos de serviço, detalhe: nunca faltaram recursos para que a obra andasse.

Em 1 ano e 3 meses, outros quase 45% foram feitos.

São comparações necessárias, sem desmerecer ou criticar gestões anteriores, mas que precisam ser colocadas e analisadas.

Quando alguém se propõe a trabalhar em prol da população, de forma séria e transparente, as coisas acontecem. E aqui isso ocorreu de maneira exponencial, mensurável e real.

Talvez a decisão mais difícil da sua vida, politicamente falando, tenha sido a renúncia ao mandato de deputado para concorrer a prefeito de Concórdia.

Pressões, pedidos e o dilema interno.

Realizou o sonho de se eleger deputado com trabalho formiguinha: ele, sua esposa, família, sua base, conquistando apoio município por município, mesmo sendo pouco conhecido fora da região da Amauc.

Foram milhares de quilômetros rodados, centenas de reuniões, muitas delas à época com poucas pessoas, mas sempre com determinação e acreditando no seu potencial de articulação e convencimento.

Essa mesma capacidade o levou a ser líder de governo na Alesc, no seu primeiro mandato, com 100% de aprovação dos projetos do governo.

Liderança e articulação repetidas nos 15 meses como prefeito.

É tudo isso que agora vai estar em jogo, novamente, se for candidato a deputado.

Tem defeitos?Tem.
Vários? Alguns.

Não sei quantos, mas tem um que eu conheço bem: por mais que se converse, pondere, tente ajudar a corrigir, é dele, e vai morrer com ele.

Agora vêm os questionamentos, as cobranças e as críticas: Se elegeu deputado e, após 2 anos, renunciou para concorrer a prefeito?

Sim, isso aconteceu e está feito. Contra a vontade, mas a pedido de muitas lideranças.

Perguntem a todos os prefeitos da região e a outros municípios do estado se eles apoiam uma possível candidatura novamente a deputado.

Em pouco tempo à frente do Legislativo, fez por esses municípios o que muitos deputados, em vários mandatos, não fizeram. Isso se chama trabalho, dedicação e compromisso com o que faz.

Se elegeu prefeito e, com apenas 15 meses, renuncia para voltar e concorrer a deputado?

Essa é mais fácil de responder: basta analisar os dados do que efetivamente foi feito nesse período como prefeito, que até seus opositores vão aplaudir e votar nele.

Sempre que se participa de uma eleição, é um novo desafio.

Talvez seja menos difícil, mas sempre se submete ao julgamento popular, sobre o que fez, o que não fez e, principalmente, sobre sua competência e honestidade.

Na Alesc, a expectativa é de que ele retorne em 2027, junto com a possível reeleição do governador Jorginho. Os prefeitos sabem o que ele fez por seus municípios enquanto deputado e que continuou fazendo mesmo como prefeito.

Sou de direita, eu tenho lado.

Parafraseando Percival Puggina:
“Não solto a ponta da corda; eu quero meu país de volta.”

2 Comentários

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Deixe sua marca aqui!

Deixe sua marca aqui!

Deixe sua marca aqui!